Calculadora de orçamento familiar:
está equilibrado?
Indique o rendimento líquido da família e quanto vai para cada tipo de despesa. Compare com a regra 50/30/10/10, veja em quanto tempo tem um fundo de emergência e quanto a poupança do mês vale daqui a uns anos.
A regra 50/30/10/10.
Quatro partes do rendimento líquido, para comparar com o que a sua família faz hoje.
O que paga todos os meses
Casa, seguros, telecomunicações, creche, passes. Mudam pouco de mês para mês e quase sempre só se reduzem a renegociar um contrato.
O dia a dia
Supermercado, energia, combustível, saúde, roupa. É onde 50 ou 100 € por mês se ganham ou perdem sem se dar por isso.
O que torna o resto suportável
Restaurantes, férias, subscrições, hobbies. Cortar tudo raramente dura: com um limite à vista, é mais fácil cumpri-lo.
Primeiro, não no fim do mês
Uma transferência no dia em que o salário entra. Primeiro o fundo de emergência; depois de o ter, os objetivos de longo prazo.
- As cores. Até 2 pontos da referência está na referência. Gastar mais fica a amarelo, e a vermelho quando passa 10 pontos. Na poupança é ao contrário: abaixo é amarelo, e nada poupado é vermelho.
- Fundo de emergência. 6 meses de custos fixos e variáveis, o que a família precisa para atravessar um desemprego ou uma avaria grande. O lazer fica de fora, porque é o primeiro a cortar.
- A projeção. A poupança do mês entra no fim de cada mês e rende à taxa anual que indicar, sempre a mesma. Não desconta impostos, comissões nem inflação.
100 € por mês que valem 13 945 €.
A família com que a calculadora abre, antes e depois de passar 100 € dos custos variáveis para a poupança.
Hoje
200 € por mês
Depois
300 € por mês
Durante
10 anos a 3%
Os 100 € a mais põem 12 000 € do seu lado em 10 anos; os outros 1945 € são juros. E chegam mais cedo ao fundo de emergência: com custos fixos e variáveis de 1900 €, seis meses são 11 400 €, que 300 € por mês juntam em 38 meses, contra 60 meses (para 12 000 €) com a poupança de hoje.
A parte difícil não é a conta, é saber onde estão esses 100 €. Sem olhar para o extrato, os custos variáveis parecem todos inevitáveis.
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Perguntas frequentes.
O que é a regra 50/30/10/10?
É uma forma simples de dividir o rendimento líquido do mês: 50% para custos fixos, 30% para custos variáveis, 10% para lazer e 10% para poupança. É um ponto de partida para comparar, não uma regra que todas as famílias tenham de cumprir.
Que rendimento devo usar?
O rendimento líquido de todo o agregado: o que entra na conta depois de IRS e Segurança Social. Se recebe subsídios de férias e de Natal à parte, some-os e divida por 12 para ter a média mensal.
E se a casa me levar mais de metade do rendimento?
Acontece a muitas famílias, sobretudo em Lisboa e no Porto. Nesse caso, a margem tem de vir dos custos variáveis e do lazer. Se a prestação ou a renda, sozinha, passar de 35% a 40% do rendimento, vale a pena rever o crédito ou a renda antes de cortar no resto.
Quanto deve ter num fundo de emergência?
A referência habitual são 3 a 6 meses de despesas essenciais. A calculadora usa 6 meses de custos fixos e variáveis. Esse dinheiro deve estar num sítio onde o possa levantar a qualquer momento, como uma conta poupança ou um depósito mobilizável.
Onde ponho a poupança?
Primeiro no fundo de emergência, num depósito ou em Certificados de Aforro. Depois de o ter, o que é para muitos anos pode ir para investimentos com mais risco, como ETF. A taxa da calculadora é só um cenário: experimente uma baixa e uma alta.
A calculadora é grátis? Preciso de conta?
Sim, é grátis e não precisa de registo. O cálculo é feito no seu navegador, e os valores que escreve não são guardados nem enviados.
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